Melhor visualizado com Microsoft® Internet Explorer segunda-feira, 18 de dezembro de 2017 
Seja bem vindo! Navegue no site pelo MENU abaixo!!!
 






Acessos ao site:

























Este site do
Anel Brasileiro de Cinofilia
é mantido por:
Espaço do Cão
[« Anterior]
[Aleatório]
[Próximo »]
[Lista de Sites]
[Entrar p/ o anel]


COMO TUDO COMEÇOU


         Minha paixão pelos cães começou muito cedo, porém, na época, minha mãe não deixava que tivéssemos um cachorro. Porém, o interesse por esses animais não diminuiu. Servi por algum tempo numa unidade militar que tinha uma Sessão especial para treinamento de cães e ficava impressionado com a resposta dos cães durante as apresentações onde eram demonstradas as habilidades trabalhadas durante os treinamentos.

         Um belo dia, resolvi presentear minha esposa com um Poodle, ao qual foi dado o nome de Guga (homenagem ao topete do nosso grande campeão de tênis Gustavo Kuerten). O Guga era um cão extremamente carinhoso e muito inteligente. Então resolvemos mudar da casa onde morávamos para um apartamento, o que nos levou a procurar um trabalho de adestramento para ele, pois na casa ele tinha espaço para brincar, podia latir o quanto quisesse e assim por diante. Como no apartamento a rotina dele mudaria drasticamente, achamos por bem adestrá-lo para não termos problemas com latidos, com fugas pelo condomínio e outros detalhes que não cabe comentário agora.

         Resolvi conversar com um Médico Veterinário amigo, que tinha conhecido no meu tempo de caserna. Comentei que gostaríamos de treinar o Guga e ele me indicou então, uma moça que trabalhava e treinava cães em domicílio. Acertamos o preço e os dias das visitas para o treinamento. Sempre tinha em mente que um cão para ser treinado tinha que usar guia, enforcador, apanhar para obedecer. Idéia essa que foi por água abaixo quando vi as aulas do Guga. Essa treinadora primeiramente nos deu várias dicas sobre como deveríamos lidar com o Guga e pasmem todos, já após a primeira aula o Guga já demonstrou uma mudança incrível, e o melhor, sem nenhuma violência.

         Foi então que resolvi colocar em prática a idéia de trabalhar com cães. Essa adestradora veio a ser minha sócia tempo depois. Fiz alguns cursos, comecei a estudar sobre o assunto e hoje estou cada vez mais satisfeito com os resultados que consigo. Infelizmente a sociedade não deu certo mas o trabalho com os cães continua me conquistando a cada dia, e a partir de então resolvi criar o Espaço do Cão.

         Resolvi atender em domicílio pois creio que o dono, antes de mais nada, tem que saber como “funciona” o cão, como ele pensa, como ele aje, como ele entende seus donos e de que forma os donos devem agir com seus cães. Em domicílio, o dono pode acompanhar todo o trabalho, aprender os conceitos importantes sobre o cão e participar das aulas, pois o cão deverá obedecer ao seu dono, certo? Quando comecei, a surpresa foi grande em ver que o cão para obedecer não precisa sofrer violência física e sim, precisa reconhecer no seu dono um líder, um chefe da matilha onde está inserido seu cão.

         Os cães nos vêem como membros de sua matilha e dentro da matilha, existe uma organização hierárquica muito bem definida e muito bem respeitada pelos cães. O que acontece é que quando o cãozinho filhote chega em nossa casa e vê que a posição de chefe está disponível, ele se torna o chefe do pedaço, o chefe da matilha. E se isso acontece, geralmente temos cães que passam a não obedecer o dono pois o cão pensa assim: “porque vou te obedecer se você está numa posição hierárquica inferior a mim na matilha? Você é que tem que me obedecer.”

         O meu trabalho entra justamente para ensinar ao dono como ser o chefe da matilha sem precisar partir para violência. Existem técnicas para que o dono seja o líder da matilha e que na realidade, será implantada com postura, tons de voz, hora certa de brigar, hora certa de premiar e principalmente, a forma correta de brigar com o cão. Uma das formas é fazer o trabalho de obediência básico com o cão, ensinar alguns truques (sentar, deitar, dar a patinha, etc) para que ele possa ser premiado, ou seja, obedeça e será premiado, não obedeça e não será premiado.

         A maior gratificação que tenho é ver a mudança do dono no relacionamento com seu cão e melhor ainda é ver que essa mudança causa uma enorme mudança no comportamento do cão que passa a ver e respeitar o seu dono por ele ser líder da matilha e não por ter medo de sofrer alguma repreensão se não obedecer. Afinal, o objetivo é tornar a convivência entre cão e dono a mais prazerosa o possível para ambas as partes envolvidas nessa relação. O resultado depende bastante do envolvimento que os donos terão com o trabalho.

         Geralmente os problemas mais comuns que encontro são: fazer as necessidades em lugar errado, latidos excessivos, agressividade com as pessoas, puxa quando passeia, pula nas pessoas, não respeita e não obedece a ninguém, e por aí afora. Em uma boa parte dos casos resolvo os problemas com o trabalho comportamental e em outros casos, além do trabalho comportamental, faço também o adestramento de obediência básico, para que o dono tenha um controle maior de seu cão.

Márcio Schoenau
Adestrador Comportamentalista
Proprietário do Espaço do Cão

©Copyright Espaço do Cão 2004-2014 - Todos os direitos reservados -- Website Powered by eXtreme Internet